quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Concelho de Lisboa tem a melhor qualidade de vida de Portugal

As cidades de Lisboa e Albufeira são as que têm melhor qualidade de vida em Portugal, de acordo com um índice elaborado pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social (ODES) da Universidade da Beira Interior (UBI).
O Índice Concelhio de Qualidade de Vida, elaborado por aquela universidade, coloca nas últimas posições os municípios de Vinhais e Sabugal, no Norte e Centro do país, respectivamente.
O índice baseia-se no anuário estatístico de 2004 do Instituto Nacional de Estatística sobre o qual foi aplicada «uma metodologia original e inovadora», segundo Pires Manso, professor catedrático da UBI e responsável pelo ODES, autor do trabalho juntamente com Nuno Simões, técnico do Observatório.
«O índice tem em conta centenas de variáveis quantitativas, como o Produto Interno Bruto (PIB) ou o consumo, e variáveis qualitativas como a disponibilidade de bens culturais e outros de difícil medição», explica o autor do estudo.
Através de «técnicas estatísticas mais simples e outras mais elaboradas, como as multivariadas, caso da análise factorial», o índice avalia cada cidade em três factores: educação e mercado de emprego; infra-estruturas; ambiente económico e habitacional.
Os municípios do Litoral superam largamente os do Interior, no que respeita à qualidade de vida. «No ranking, é de realçar a posição dos municípios de área da Grande Lisboa e os do Algarve, que ocupam, no seu conjunto, 14 das primeiras 20 posições da lista ordenada», destaca Pires Manso.
Surgem igualmente bem classificados, no grupo dos 20 primeiros, os municípios de São João da Madeira (3º) e do Porto (4º), ambos na região Norte, os municípios de Aveiro (10º), Coimbra (15º) e Marinha Grande (16º), na região Centro, enquanto que Sines (20º) surge como o município alentejano melhor representado no que se refere à qualidade de vida.

Jornal Destak em 30-01-2008

sábado, 26 de janeiro de 2008

Construir casa está 3,2% mais caro

Construir casas novas em Portugal está cada vez mais caro. Em apenas um ano, os custos subiram 3,2% (dados de Novembro de 2007, por comparação com Novembro de 2006). De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a culpa é sobretudo dos materiais, que estão cada vez mais caros, «provavelmente reflectindo, desde já, o aumento de preços de derivados de petróleo». Os materiais aumentaram 3,7% e a mão-de-obra 2,9%. Por tipo de construção, os custos de construir apartamentos subiram 3% e os custos de construção de moradias aumentaram 3,7%. No que se refere aos custos de obras para manutenção e reparação regular da habitação, registou-se um aumento de 2,9%, sobretudo porque os produtos utilizados para estes fins estão 4,8% mais caros. Numa análise por regiões, o INE constata que o Norte e Lisboa e Vale do Tejo, foram as que registaram subidas mais acentuadas, enquanto que o Centro e o Alentejo apresentaram até descidas.

Agencia Financeira em 11-01-2007
Escrituras deixam de ser obrigatórias

No projecto de diploma (que altera o decreto 255/93), a que o CM teve acesso, diz-se que as escrituras vão poder ser realizadas por “documento particular autenticado, sendo que as conservatórias, os advogados, os solicitadores e as câmaras de comércio e indústria (...) já o podem fazer com segurança acrescida (...)”.O bastonário dos notários está indignado com a medida, que considera “profundamente gravosa”, desde logo porque “deixará de existir controlo jurídico notarial, rigoroso arquivo público dos contratos em cartório de segurança e documento público autêntico”. Joaquim Barata Lopes pensa também que o documento particular “vai aumentar os preços”. O bastonário tem dúvidas de que os advogados possam cobrar menos que os notários para validar o documento. A título de exemplo, explicou que num registo de escritura de 100 mil euros os notários cobram apenas 150, sendo o restante de imposto de selo. “Eu não estou a ver algum advogado que faça este preço”, concluiu.Fazem-se anualmente cerca de 400 mil escrituras. Segundo Joaquim Barata Lopes, 70 a 80% do volume de negócios dos notários envolvem transmissões de imóveis. “O Governo está a esmagar os notários ao entregar o negócio aos advogados e solicitadores.”

Correio da Manhã em 26-01-2008