segunda-feira, 9 de março de 2009

Casas de luxo a 50% de desconto

São dezenas de novas habitações de luxo e foram avaliadas em mais de 600 mil euros. Estão à venda a 350 mil, quase metade do preço, porque o investidor não as consegue negociar.

O caso está a acontecer numa urbanização de luxo na zona de Portimão e é o reflexo da elevada quebra das vendas imobiliárias, que está a obrigar a saldos de quase 50% por cento em habitações de alta gama, um pouco por todo o Algarve.

O promotor 'precisa de vender as casas para facturar e está disposto a perder algum do lucro que iria ter com a venda das casas', explicou ao CM Pascoal Santos, director da Remax Sun, na praia da Rocha, o qual não têm dúvidas de que 'esta é a melhor altura para investir para quem tem dinheiro disponível'.

Já na praia dos Salgados, em Albufeira, na primeira linha de mar, também uma moradia de um milhão de euros está agora à venda por metade do preço. Um ‘saldo’ que se prende com a urgência da proprietária em vender, confrontada com os elevados custos de manutenção e as dificuldades em rentabilizar a casa.

Segundo referiu ao CM Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário (CI), 'a crise no Algarve é do segmento médio e alto, que está muito dirigido para os mercados inglês e irlandês, os quais estão a ser afectados pela crise internacional e, em particular, pela forte desvalorização da libra face ao euro (cerca de 30%)'.

O último trimestre de 2008 sofreu uma queda acentuada nas vendas, tanto de casas novas como usadas. Segundo o mediador imobiliário, 'a procura da gama alta quase desapareceu, com os compradores a suspender ou a adiar as intenções de compra'.

O director da CI sublinha, contudo, que não se trata de desvalorização dos imóveis, mas sim de um 'intervalo'. No entanto, admite que 'há quem necessite de liquidez e tenha de fazer descontos, e talvez até perder dinheiro', acreditando que 'tudo voltará à normalidade'.

Correio da Manhã em 08-03-2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Imóveis de luxo por 4,2 milhões

É apresentado como o condomínio mais luxuoso e mais caro em Portugal e já há interessados registados mesmo antes da comercialização, que só se inicia hoje. Apesar de os preços variarem entre os 1,2 milhões de euros e os 4,2 milhões de euros, os promotores acreditam que bastará um ano para venderem os 27 apartamentos que estarão prontos no 1º semestre de 2010.

O apartamento mais pequeno (T2) tem entre 187 e 291 metros quadrados, sendo que o maior, um duplex (T4), pode atingir os 497 metros quadrados. As quatro coberturas possuem piscinas privadas e estão previstos três lugares de estacionamento por apartamento.

A grande vantagem para os futuros proprietários de um imóvel no Palácio Estoril Residências é poderem contar com os serviços do Hotel Palácio, desde a lavandaria ao catering passando pelos vários serviços de concièrge. Ou seja, cada apartamento funciona como um quarto de hotel que também faz descontos de alojamento para os convidados dos proprietários.

Os promotores, um fundo imobiliário participado pela Estoril – Plage SA e a Opway Imobiliária, garantem que já há interessados em comprar, nomeadamente empresários e altos quadros de empresas portugueses e estrangeiros.

"A crise de certa maneira ajudou, porque nesta altura o que existe é um temor de maus projectos, que não oferecem garantias. Neste caso, a credibilidade dos promotores e o financiamento do BES vão permitir que muitas pessoas com angústia quanto à aplicação de capitais tenham aqui um meio de aplicação garantido, exclusivo e desejável", explicou Pedro Garcia, da Estoril Plage.

O investimento é de 36 milhões de euros e o volume de vendas previsto é de 60 milhões de euros, concretizou Pedro Garcia.

Correio da Manhã em 05-03-2009

terça-feira, 3 de março de 2009

Incumprimento enche leilões
O número de imóveis recuperados pelos bancos, devido ao incumprimento no pagamento das prestações dos empréstimos, está a aumentar de tal forma que a Euroestates passou a fazer leilões de 15 em 15 dias desde o início do ano, contra os 45 dias habitais em 2008. E não se tem dado mal. Ontem encheu uma sala de hotel em Lisboa, onde vendeu meia centena de imóveis por mais de 3,2 milhões de euros.

Um apartamento T1 em Setúbal, que foi a leilão por 30 mil euros, acabou por ser arrematado por 39 500 euros, o imóvel vendido pelo preço mais baixo. Com o mais caro, um T3 no Lumiar, em Lisboa, a diferença entre o preço-base e o vendido também não foi significativa: com o valor de 146 mil euros, foi vendido por 165 mil euros.

Este imóvel, com estacionamento e arrecadação em Lisboa, é um dos exemplos de que começam a aparecer imóveis de qualidade em leilões, sinal da crescente dificuldade da classe média em pagar as prestações dos empréstimos.

"Pela primeira vez, começaram a aparecer imóveis de gama média", explica ao CM o director comercial da Euroestates, uma tendência que se começou a desenhar desde o final de 2008.

A maior parte dos inscritos vai à procura de casa própria mas "já começam a aparecer muitas pessoas para comprar uma secundária", acrescenta Diogo Livério.

A dispersão geográfica é outra das tendências que se tem acentuado desde o ano passado, adianta Diogo Livério, que já tem marcados mais dois leilões no próximo mês, um em Lisboa e outro no Porto.

Dos 66 imóveis levados ontem a leilão, cerca de metade estava localizado fora dos grandes centros urbanos, nomeadamente na Região Oeste.

Estes imóveis são colocados em leilão com descontos no preço de saída de 30% e, nesse sentido, não reflectem a quebra nos valores imobiliários de quem vende directamente. O sinal exigido em leilão é de 1750 euros para imóveis até 150 mil euros.

Correio da Manhã em 02-03-2009