terça-feira, 14 de Julho de 2009

"Observatório Imobiliário da Cidade de Lisboa" nasce na capital

A Câmara Municipal de Lisboa apresenta dia 15 de Julho, pelas 17h30, na Fundação Cidade de Lisboa, o "Observatório Imobiliário da Cidade de Lisboa".

A constituição deste observatório tem como objectivo «analisar e promover o investimento na cidade através da monitorização da actividade do licenciamento municipal de Lisboa e acompanhamento da dinâmica do mercado imobiliário, numa política de transparência e de diálogo, com os promotores imobiliários de referência a actuar em Lisboa».

Este observatório envolve Câmara Municipal de Lisboa, Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários, Associação dos Industriais da Construção de Edifícios e a Confidencial Imobiliário.

Preside Fernando Santo, actual Bastonário da Ordem dos Engenheiros.

Camara Municipal de Lisboa em 14-07-2009

Troiaresort coloca imóveis e terrenos no valor de €120M

O empreendimento Troiaresort, projecto turístico liderado pela Sonae Turismo SGPS SA, apresenta resultados positivos em colocação de imóveis e terrenos. Cerca de 209 apartamentos turísticos e lotes de moradias foram já vendidos, o que corresponde a 120 milhões de euros em volume de vendas.

As tipologias de imóveis procuradas em Tróia são muito diversas – desde os apartamentos (estúdios, T1 a T3) às moradias (em banda ou unifamiliares). Famílias de origem portuguesa, espanhola e alemã, pertencentes às classes A e B, constituem o perfil do cliente troiaresort.

As perspectivas de colocação para os imóveis ainda disponíveis são boas. De acordo com Rui D’Ávila, administrador da Sonae Turismo, «temos cerca de 1.000 contactos registados e alguns contratos em curso. A compra agora é um processo mais demorado, que exige muito mais reflexão e tempo para obter resposta dos bancos, mas temos expectativa de que a ocupação das unidades vendidas trará novos clientes para o resort».

O projecto da Sonae Turismo implica a construção de 380.000m2 na totalidade, dos quais 285.000m2 representam imóveis novos. Neste momento, estão efectivamente edificados quatro unidades hoteleiras, 360 apartamentos e 95 moradias. A marina e o campo de golfe estão já em pleno funcionamento.

O investimento total de 400 milhões de euros no troiaresort obedece a uma preocupação fundamental de dotar o resort de infra-estruturas, equipamentos e recursos humanos devidamente preparados para cumprir as exigências de uma oferta turística de qualidade.

Sinal deste cuidado foi a atribuição, pela revista Construir, do prémio para o Melhor Edifício Residencial de 2008 ao projecto dos apartamentos Tróia Mar.

O respeito pelos patrimónios ambiental e arqueológico constitui também um elemento base no desenvolvimento do troiaresort.

Sonae Turismo SGPS SA em 14-07-2009

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Luso-Roux promove dois novos leilões

A Luso-Roux Mediação Imobiliária, especializada em leilões imobiliários, agendou para os dias 27 e 28 de Junho duas novas acções.

A primeira, que decorre sábado, dia 27, está marcada para as 15h00, no Novotel Porto Gaia, em Vila Nova de Gaia. A segunda acção está agendada para domingo, 28, às 15h00, no Hotel Vila Galé Ópera, em Alcântara, Lisboa.

Estes leilões vão contemplar 70 imóveis que vão incidir em 19 concelhos do Norte do País, e outros 65 dispersos por 22 concelhos do Sul do País.

As oportunidades de compra e de investimento, informa a Luso-Roux, terão um valor base de licitação desde 22.000 euros.

Luso-Roux em 25-06-2009

segunda-feira, 22 de Junho de 2009

"High Style Houses" propõem "Habitar o Sonho"

Concebidas e concretizadas pela JPR – Promoção Imobiliária, as moradias “High Style Houses” traduzem uma nova proposta: conciliar o que de melhor se pode ambicionar em habitação e lazer, num singular conceito de Life Style, onde a “construção” de cada detalhe é pensada para o máximo conforto que o luxo proporciona.

Inseridos em locais de excelência, com acesso privilegiado à A5 e à CREL, estes empreendimentos estão a poucos minutos tanto do centro de Lisboa como da Linha do Estoril, aproveitando o melhor dos dois “mundos” – por um lado, a Capital, por outro, o Golf do Estoril, a Marina de Oeiras, ou as praias.

Com vista para o Estuário do Tejo e rodeadas de espaços verdes, numa magnífica envolvência paisagística, as “High Style Houses” dispõe de tipologias V5 + 1 ou V4 + 1 e áreas que rondam os 500m2, com jardins privativos.

Cada empreendimento, personalizado, proporciona aos futuros residentes o privilégio de morar, em simultâneo, num “refúgio” de privacidade e num oásis de bem-estar, onde as palavras “férias” e “tempos Livres” assumem uma nova dimensão: entretenimento, em casa, SPA, em casa, segurança, em casa.

A arquitectura, de arrojado traço contemporâneo, conjuga com sucesso a beleza do design com a fruição dos espaços de vivência no interior e da paisagem exterior.

Porque, segundo a JPR, arquitectura é também isto: o privilégio de morar tão bem quanto um sonho pode proporcionar.

Revista Imobiliária Online em 22-06-2009

quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Sotheby’s apresenta “Vila Utopia”

A Sotheby’s International Realty Portugal acaba de apresentar a “Vila Utopia”, o único empreendimento urbano da arquitectura contemporânea portuguesa.

Promovido pela Wise – Investimentos Imobiliários, a “Vila Utopia” ocupa uma área de cerca de 70.000 m2 e representa um investimento de 30 milhões de euros. Está localizada no Parque de Santa Cruz, em Oeiras, e é constituída por 45 moradias, vocacionadas para primeira habitação familiar. Os lotes possuem áreas entre 650 e 1500 m2, com uma área de construção de 35% do total do lote.

A construção do empreendimento começou este ano e será dividida em cinco fases. Prevê-se que as primeiras moradias estejam concluídas dentro de 12 meses, sendo que a finalização total do projecto está prevista para 2012. O preço de cada moradia situa-se entre os 1.100.00 euros e 1.800.000 euros e restam apenas 24 moradias para venda, estando actualmente 13 delas vendidas e oito em fase final de negociação.

O empreendimento “Vila Utopia” caracteriza-se pela excepcional arquitectura, privacidade e funcionalidade, sendo possível desfrutar de pátios, jardins interiores e alpendres, numa perfeita complementaridade entre as zonas sociais e o jardim.

O projecto de arquitectura paisagística é da responsabilidade das arquitectas paisagísticas Filipa Cardoso de Meneses e Catarina Assis Pacheco.

Manuel Aires Mateus é o arquitecto–coordenador do projecto “Vila Utopia”, que conta com a participação de outros arquitectos de renome como Eduardo Sotto Moura, Gonçalo Byrne e Frederico Valsassina, entre outros. «Apostámos tudo na qualidade arquitectónica e cada moradia é única, projectada para assegurar toda a individualidade da primeira habitação», garante Manuel Aires Mateus, arquitecto coordenador do projecto.

De acordo com Tiago Queiroga, Director-geral da Sotheby’s International Realty Portugal, «toda a “Vila Utopia” prima pela qualidade e é, sem dúvida, um conceito único e pensado ao pormenor para garantir um sofisticado conforto aos seus proprietários. Reunindo alguns dos melhores representantes da arquitectura contemporânea portuguesa, a “Vila Utopia” é uma verdadeira obra de arte».

Sotheby’s em 18-06-2009

segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Inaugurado serviço Casa Pronta da APEMIP

A Associação dos Profissionais e Empresas de mediação Imobiliária de Portugal e a Secretaria de Estado da Justiça inauguraram recentemente o serviço Casa Pronta na APEMIP, uma iniciativa que tem por objectivo agilizar o processo de compra e venda de habitação ao público, reunindo todas as operações num só balcão.

Numa primeira fase nas sedes oficiais da APEMIP (no Porto, Coimbra, Lisboa e em Vilamoura) e, seguidamente, nas empresas de mediação imobiliária que manifestem interesse na disponibilização desta inovação, o projecto Casa Pronta (em modo de teste desde Janeiro deste ano) permite que o utilizador realize todas as operações relativas à compra e venda de casa – celebrar o contrato de compra e venda, pedir isenção de pagamento do imposto municipal sobre imóveis, realizar registos sem necessitar de se deslocar à conservatória do registo predial ou a qualquer outro serviço público.

APEMIP/Revista Imobiliária em 08-06-2009

Condomínio ZEN em fase final de comercialização

Em Coimbra, a Bascol Imobiliária tem a quase totalidade dos 157 apartamentos do condomínio privado ZEN vendidos. Localizado na Quinta da Portela, o ZEN é primeiro condomínio privado na região.

O sucesso do empreendimento é explicado pela qualidade do projecto, excelência das áreas e acabamentos, oferta de infra-estruturas de lazer pouco habituais nas promoções imobiliárias em Portugal, concepção arquitectónica, vertente energética e acústica. Com projecto arquitectónico da autoria de Camilo Cortesão & Associados, o ZEN representa um investimento superior a 50 milhões de euros.

O BASCOL Imobiliária apostou numa filosofia assente na qualidade de vida e nas relações de vizinhança, privilegiando a segurança dos residentes. Trata-se do primeiro condomínio fechado em Coimbra com vigilância permanente.

O ZEN revela grande valor acrescentado não só pela introdução de novas soluções tecnológicas, ao nível da construção, bem como pela oferta de um conjunto de espaços e benefícios que os habitantes podem desfrutar e usufruir sem sair do seu perímetro residencial. Por exemplo, piscina de treino coberta e aquecida, ginásio, sala (polivalente) de jogos, uma zona de recreio para crianças, espaços comerciais e amplos espaços verdes.

O Condomínio ZEN tem 157 apartamentos com tipologias T0 a T5, todos com 2 a 4 lugares de estacionamento. O promotor apostou em áreas generosas dos apartamentos, dotados de grandes varandas que, no caso do T4, podem chegar aos 58 m2 .

A construção deste condomínio privado foi acompanhada pela Universidade de Coimbra, estando o empreendimento já certificado a nível energético e acústico.

Bascol em 08-06-2009

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Malparado baixa valor das casas

As casas valem actualmente bem menos do que há um ano. Com o mercado imobiliário a absorver os efeitos da crise, nos primeiros três meses do ano as habitações sofreram uma desvalorização de quase 6% face a igual período de 2008. Cada metro quadrado vale hoje menos 70 euros do que em Março do ano passado.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor médio da avaliação bancária caiu 5,8% para os 1149 euros/m2, sendo o Algarve a região mais afectada: o valor das casas desceu 9,9% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, o equivalente a uma redução de 153 euros no preço do valor do metro quadrado.

Para Jorge Garcia, director comercial da Era Imobiliária, a descida resulta "do ajustamento entre a oferta e a procura". "Mesmo com a crise, a oferta aumentou", explica o responsável, adiantando que "tem entrado no mercado muitas casas provenientes do malparado", a que se juntam "muitos imóveis usados de pessoas que vendem a casa porque sentem dificuldade em pagar os empréstimos". A somar a estes factores, "a procura diminui, resultado do grande condicionamento no acesso ao crédito". "O ajustamento faz com que os preços caiam", explica Jorge Garcia. Em termos práticos, avança, "temos assistido a uma queda de 10% no preço das casas".

Segundo o INE, a redução fez-se sentir tanto no valor médio das moradias como no dos apartamentos. Ao nível nacional, o metro quadrado nos apartamentos passou a valer menos 71 euros e no Algarve menos 167 euros. Nas moradias, a descida homóloga foi de 3,8%, menos 43 euros a nível nacional e menos 77 euros no Algarve.

"HÁ QUEBRAS DE 50 POR CENTO"

No Algarve, a principal procura assenta nas casas para segunda habitação e, de acordo com Pascoal Santos, da Remax da Praia da Rocha, "há casos em que a quebra atinge os 50 por cento do preço".

"Há um excesso de oferta", continua este agente imobiliário e, assim, "a descida acaba por afectar, por arrasto, as casas para primeira habitação". Pascoal Santos aconselha, por isso, quem tem dinheiro a comprar casa agora. "Consegue-se muito bons negócios."

Já na Quinta do Lago, Michael Ferrada, da imobiliária Great Algarve Properties, garante que "não se nota muito a descida dos preços". Aqui, "os proprietários das casas não têm urgência em vender", explica. A procura, no entanto, "está parada".

Correio da Manhã em 29-04-2009

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Venda de casas cai para metade

A venda de casas e de terrenos no Algarve registou uma descida a pique nos primeiros meses do ano, devido à crise. Em comparação com 2008, o volume de negócios caiu em média 50%, e em alguns municípios chegou aos 70%, segundo dados apurados pelo CM junto das principais autarquias da região e que dizem respeito às receitas arrecadadas através do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT).

No município de Loulé, o maior da região, a quebra atingiu os 60%. A Câmara local recebeu menos dez milhões de euros este ano (os valores incluem já quase todo o mês de Abril) devido à crise imobiliária, passando de 16,6 milhões em 2008 para 6,6 milhões em 2009. José Graça, vice--presidente da Câmara, afirma que a descida é um pouco superior à média da região, dado que a crise "começou a fazer-se sentir neste concelho apenas no segundo semestre do ano passado, enquanto em outros municípios isso se verificou logo no primeiro semestre".

Essa é também a justificação para o sucedido em Lagos. A redução de receitas atingiu os 70% nos três primeiros meses: em 2008 foram arrecadados pela autarquia 5,1 milhões de euros e este ano apenas 1,5 milhões. Vila Real de Santo António também teve uma quebra na casa dos 70%, passando de 1,2 milhões nos três primeiros meses de 2008 para 354 mil no corrente ano. Outras autarquias consultadas pela CM apresentam diminuições de receitas entre os 3o% e os 60%.

Sérgio Martins, presidente da direcção do sul da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMID), acredita que, mais do que a redução do número de transacções, esta situação resulta de terem sido vendidos bens de menor valor, existindo "grandes promotores imobiliários que mantêm os seus investimentos em standby". Este responsável refere que se vislumbram alguns sinais de retoma e que há pessoas que querem comprar, "mas a limitação do crédito bancário está a criar dificuldades".

Correio da Manha em 26-04-2009

segunda-feira, 9 de Março de 2009

Casas de luxo a 50% de desconto

São dezenas de novas habitações de luxo e foram avaliadas em mais de 600 mil euros. Estão à venda a 350 mil, quase metade do preço, porque o investidor não as consegue negociar.

O caso está a acontecer numa urbanização de luxo na zona de Portimão e é o reflexo da elevada quebra das vendas imobiliárias, que está a obrigar a saldos de quase 50% por cento em habitações de alta gama, um pouco por todo o Algarve.

O promotor 'precisa de vender as casas para facturar e está disposto a perder algum do lucro que iria ter com a venda das casas', explicou ao CM Pascoal Santos, director da Remax Sun, na praia da Rocha, o qual não têm dúvidas de que 'esta é a melhor altura para investir para quem tem dinheiro disponível'.

Já na praia dos Salgados, em Albufeira, na primeira linha de mar, também uma moradia de um milhão de euros está agora à venda por metade do preço. Um ‘saldo’ que se prende com a urgência da proprietária em vender, confrontada com os elevados custos de manutenção e as dificuldades em rentabilizar a casa.

Segundo referiu ao CM Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário (CI), 'a crise no Algarve é do segmento médio e alto, que está muito dirigido para os mercados inglês e irlandês, os quais estão a ser afectados pela crise internacional e, em particular, pela forte desvalorização da libra face ao euro (cerca de 30%)'.

O último trimestre de 2008 sofreu uma queda acentuada nas vendas, tanto de casas novas como usadas. Segundo o mediador imobiliário, 'a procura da gama alta quase desapareceu, com os compradores a suspender ou a adiar as intenções de compra'.

O director da CI sublinha, contudo, que não se trata de desvalorização dos imóveis, mas sim de um 'intervalo'. No entanto, admite que 'há quem necessite de liquidez e tenha de fazer descontos, e talvez até perder dinheiro', acreditando que 'tudo voltará à normalidade'.

Correio da Manhã em 08-03-2009

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Imóveis de luxo por 4,2 milhões

É apresentado como o condomínio mais luxuoso e mais caro em Portugal e já há interessados registados mesmo antes da comercialização, que só se inicia hoje. Apesar de os preços variarem entre os 1,2 milhões de euros e os 4,2 milhões de euros, os promotores acreditam que bastará um ano para venderem os 27 apartamentos que estarão prontos no 1º semestre de 2010.

O apartamento mais pequeno (T2) tem entre 187 e 291 metros quadrados, sendo que o maior, um duplex (T4), pode atingir os 497 metros quadrados. As quatro coberturas possuem piscinas privadas e estão previstos três lugares de estacionamento por apartamento.

A grande vantagem para os futuros proprietários de um imóvel no Palácio Estoril Residências é poderem contar com os serviços do Hotel Palácio, desde a lavandaria ao catering passando pelos vários serviços de concièrge. Ou seja, cada apartamento funciona como um quarto de hotel que também faz descontos de alojamento para os convidados dos proprietários.

Os promotores, um fundo imobiliário participado pela Estoril – Plage SA e a Opway Imobiliária, garantem que já há interessados em comprar, nomeadamente empresários e altos quadros de empresas portugueses e estrangeiros.

"A crise de certa maneira ajudou, porque nesta altura o que existe é um temor de maus projectos, que não oferecem garantias. Neste caso, a credibilidade dos promotores e o financiamento do BES vão permitir que muitas pessoas com angústia quanto à aplicação de capitais tenham aqui um meio de aplicação garantido, exclusivo e desejável", explicou Pedro Garcia, da Estoril Plage.

O investimento é de 36 milhões de euros e o volume de vendas previsto é de 60 milhões de euros, concretizou Pedro Garcia.

Correio da Manhã em 05-03-2009

terça-feira, 3 de Março de 2009

Incumprimento enche leilões
O número de imóveis recuperados pelos bancos, devido ao incumprimento no pagamento das prestações dos empréstimos, está a aumentar de tal forma que a Euroestates passou a fazer leilões de 15 em 15 dias desde o início do ano, contra os 45 dias habitais em 2008. E não se tem dado mal. Ontem encheu uma sala de hotel em Lisboa, onde vendeu meia centena de imóveis por mais de 3,2 milhões de euros.

Um apartamento T1 em Setúbal, que foi a leilão por 30 mil euros, acabou por ser arrematado por 39 500 euros, o imóvel vendido pelo preço mais baixo. Com o mais caro, um T3 no Lumiar, em Lisboa, a diferença entre o preço-base e o vendido também não foi significativa: com o valor de 146 mil euros, foi vendido por 165 mil euros.

Este imóvel, com estacionamento e arrecadação em Lisboa, é um dos exemplos de que começam a aparecer imóveis de qualidade em leilões, sinal da crescente dificuldade da classe média em pagar as prestações dos empréstimos.

"Pela primeira vez, começaram a aparecer imóveis de gama média", explica ao CM o director comercial da Euroestates, uma tendência que se começou a desenhar desde o final de 2008.

A maior parte dos inscritos vai à procura de casa própria mas "já começam a aparecer muitas pessoas para comprar uma secundária", acrescenta Diogo Livério.

A dispersão geográfica é outra das tendências que se tem acentuado desde o ano passado, adianta Diogo Livério, que já tem marcados mais dois leilões no próximo mês, um em Lisboa e outro no Porto.

Dos 66 imóveis levados ontem a leilão, cerca de metade estava localizado fora dos grandes centros urbanos, nomeadamente na Região Oeste.

Estes imóveis são colocados em leilão com descontos no preço de saída de 30% e, nesse sentido, não reflectem a quebra nos valores imobiliários de quem vende directamente. O sinal exigido em leilão é de 1750 euros para imóveis até 150 mil euros.

Correio da Manhã em 02-03-2009

terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Crédito para casa só com poupanças

Os bancos estão a apertar as regras para o acesso ao crédito à habitação, mesmo num contexto em que as taxas de juro (Euribor) continuam a baixar. E não são só os spreads que estão mais elevados, já exigem mesmo que quem queira comprar casa tenha um pé-de-meia: entre dez e 15 por cento do valor do imóvel.
Os bancos já não financiam a cem ou mesmo a 110 por cento a compra de imóveis, como acontecia nos anos 90. As precauções na concessão de crédito não são de agora, mas começaram a agravar-se no início de 2008 e foram-se acentuando ao longo do ano.

"Actualmente, já exigem um capital inicial entre dez e 15 por cento", explicou ontem Manuel Alvarez, responsável da Remax, valores confirmados ao Correio da Manhã por outras fontes do mercado.

Além desta restrição, o Banco de Portugal enumera um vasto conjunto de meios que reflectem esse agravamento: encurtamento da maturidade dos novos contratos, a redução dos montantes concedidos e do rácio entre o valor do empréstimo e da garantia, uma maior exigência quanto às garantias solicitadas, maiores comissões e outros encargos não-relacionados com as taxas de juro e a imposição de outras condições contratuais não-pecuniárias (covenants) mais apertadas. As razões para esta situação são várias: por um lado, porque não há expectativa de valorizações rápidas, por outro, devido à crise financeira internacional.

"O dinheiro que os bancos emprestam não é seu, vão buscá-lo a fundos espalhados pelo Mundo. Essas entidades só emprestam se houver um diferencial entre o valor da avaliação e do empréstimo que ronde os 15 a 20 por cento", sublinha José Eduardo Macedo, presidente da APEMIP.

Face a este agravamento nas condições de acesso ao crédito, quem precisa de uma habitação está a voltar-se para o mercado de arrendamento. A maior cadeia de imobiliárias em Portugal, a Remax, registou um crescimento de 48 por cento nos arrendamentos, o que representou cerca de sete por cento na facturação da empresa.

Correio da Manha em 06-01-2009

terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Prestação das casas passa a renda

A partir de 2009 as famílias com dificuldades financeiras em cumprir os encargos com o crédito à habitação vão poder substituir, durante um determinado prazo temporal, a prestação mensal da casa por uma renda de valor mais baixo. Com a criação do Fundo de Investimento Imobiliário em Arrendamento Habitacional (FIIAH), prevista no Orçamento do Estado para 2009, o Governo cria condições para as famílias reduzirem os gastos com habitação, dando-lhe a hipótese de recomprar a mesma casa, e permite à Banca diminuir o crédito malparado, uma das fontes dos seus problemas de liquidez.

Correio da Manhã em 14-10-2008

segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Mais difícil arrendar casa

Os proprietários estão a exigir garantias bancárias em vez de fiadores para novos contratos de arrendamento, precavedo-se assim contra calotes.
"Os senhorios estão a ser mais exigentes e as garantias bancárias dão mais segurança", confirmou ao Correio da Manhã António Marques, da Associação Nacional de Proprietários, explicando que em caso de incumprimento os proprietários sabem que conseguem receber. Por outro lado, também pedem frequentemente "a declaração de IRS de forma a certificarem-se dos rendimentos", adiantou ainda António Marques.

"Os senhorios pedem garantias bancárias e os bancos, por seu turno, asseguram que os clientes têm forma de cumprir com as obrigações pedindo-lhes garantias", explicou ao nosso jornal fonte bancária.

Estas garantias pedidas pelos proprietários têm a duração de seis meses e podem ser accionadas pelos senhorios nos casos em que o inquilino deixa de pagar a renda.

Correio da Manhã em 29-09-2008

terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Apartamentos a 800 mil €

São os portugueses que mais investem na compra dos apartamentos e moradias de luxo do empreendimento turístico de Tróiaresort, da Sonae Turismo. Dos 78 apartamentos da marina e dos 211 da linha da praia – com preços de venda ao público que oscilam entre os 258 e os 840 mil euros e condomínio mensal na ordem dos 300 euros – mais de 70 por cento já foram vendidos.

Apenas dez a 20% das vendas foram efectuadas a estrangeiros residentes na Alemanha, Reino Unido e Espanha.

Os primeiros compradores deverão chegar em Outubro ao Tróiaresort, cuja primeira fase inclui, além dos apartamentos, a marina, novas acessibilidades, novo cais de ferry-boats e os aparthotéis Aqualuz Tróia Mar e Tróia Rio, um investimento superior a 230 milhões de euros.
Estas infra-estruturas, ontem inauguradas numa cerimónia que contou com o ministro da Economia, Manuel Pinho, e com o presidente do grupo Sonae, Belmiro de Azevedo, integram ainda o empreendimento do grupo Amorim, que se encontra em construção.

Este projecto, que inclui um hotel com 61 quartos, casino e centro de congressos com capacidade para mil pessoas, deverá ficar concluído até ao final do ano. "Em 1997 iniciámos todo este projecto. Foram precisos seis ministros e três anos de obra para este momento se concretizar. É preciso uma simplificação administrativa", acusou Belmiro de Azevedo no seu discurso. Na resposta, o ministro da Economia afirmou que "existe uma visão e uma estratégia clara do Governo no que diz respeito ao turismo, o que fez com que até Junho deste ano houvesse receitas positivas, ao contrário de alguns países com destinos turísticos de excelência."

Quando aos apartamentos inaugurados, as áreas variam no empreendimento da marina entre o T1 com 74 metros quadrados e T2 com cem metros quadrados. Os preços vão dos 324 aos 500 mil euros. Os 211 apartamentos da linha da praia são os que têm maior margem entre áreas e preços. O mais barato – um T0 de 66 metros quadrados – custa 258 mil euros, enquanto o mais caro – T1 duplex com 223 metros quadrados – chega aos 840 mil euros.

Correio da Manhã em 09-09-2008

segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Casas de luxo em Évora

A Vila Sol Évora vai iniciar a comercialização dos primeiros lotes para construção com valores que podem atingir meio milhão de euros. As áreas de construção variam entre os 150 e os 415 metros quadrados, de acordo com informação do Grupo Atlântica.

A primeira fase de comercialização do turismo imobiliário para Évora prevê a venda de lotes com áreas entre os três mil e os 3500 metros quadrados, com projecto aprovado para construção de moradias V4 e V5 independentes. ‘Casas do Campo’ estão inseridas num ambiente de vinhas e circundadas pelo campo de golfe. Os lotes variam entre os 275 mil os 325 mil euros.

O outro agrupamento de moradias, V2 e V3, dispõem de jardim e terão valores de venda entre os 400 mil e os 500 mil euros. Trata-se de mais um Projecto de Potencial InteresseNacional (PIN), previsto para o Alentejo, que se concretiza. O projecto, que abrange 300 hectares, contempla ainda um hotel e um campo de golfe de 18 buracos.

Correio da Manhã em 31-08-2008

sábado, 30 de Agosto de 2008

Taxas de juro da habitação sobem 12,5% num ano

Crédito à habitação. Mais uma vez, o mês chega ao fim e as notícias não são boas para quem tem um empréstimo à compra de casa. As prestações vão subir, com as taxas Euribor a registarem os valores médios mensais mais altos desde a sua criação. Mas já se nota uma desaceleração neste aumento.

Euribor a seis meses mais do que duplica em 3 anos

As taxas de juro usadas para os empréstimos à compra de casa voltaram a subir em Agosto, agravando as revisões de taxa e as novas contratações a realizar em Setembro. No espaço de um ano, o principal indexante usado no mercado português, a Euribor a seis meses, subiu 12,5%, registando um valor médio de 5,160% no mês que agora termina.

Este aumento traduz-se num agravamento anual de 55 euros ou mais 6%, num empréstimo de 150 mil euros a 30 anos, com um spread de um ponto percentual, de acordo com uma simulação feita pelo DN. Há um ano, a taxa de juro indexada à Euribor a seis meses, acrescida de um ponto de margem, situava-se nos 911,70 euros (com encargos). Para os novos contratos a realizar em Setembro próximo, a mesma taxa é de 6,610% e a prestação passa para 966,81 euros.

A subida dos juros registou, no entanto, uma desaceleração na sua escalada ao longo do mês de Agosto. Face a Julho, a Euribor a três meses registou um ligeiríssimo aumento de 0,4%, para os 4,965%, enquanto a de seis meses apresentou um aumento de 1,4% face ao mês anterior. Já a Euribor a 12 meses, pouco usada em Portugal como indexante, saldou-se mesmo numa redução de 1,2% face a Julho. Um sinal de que o mercado interbancário prevê valores mais baixos dentro de um ano.

No entanto, as taxas Euribor de Agosto apresentam o valor mais alto desde a sua criação, em 1999. Além do crescimento homólogo da Euribor a seis meses de 12,5%, também a a mesma taxa para o prazo de três meses aumentou 9,5%, face a igual mês de 2007, enquanto o mesmo indexante a 12 meses subiu 14,2%.

Desde que iniciou o seu ciclo de subida, em Setembro de 2005, a Euribor a seis meses já subiu 135%, passando de uma média de 2,16%, o valor mais baixo de sempre, para os actuais 5,160%.
À escalada de três anos de juros, a que os portugueses já se habituaram, há a acrescentar o agravamento das actuais condições de acesso ao crédito, por parte dos bancos, que se traduz numa subida dos spreads praticados.

Face à crise financeira, hoje em dia dificilmente se consegue contratar um novo empréstimo para a compra de casa com uma margem financeira (spread) abaixo dos 1,5 pontos percentuais, quando, há pouco mais de um ano, era possível contratar com um spread de 0,5 pontos ou mesmo menos. Um agravamento que não penaliza apenas quem foi contrair um novo empréstimo, mas também os consumidores já com créditos que queiram rever em baixa a sua margem.

DN em 30-08-2008

sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

'Spreads' em alta agravam prestações

A banca aperta o acesso ao crédito à habitação. O risco aumenta e a margem a aplicar sobre a Euribor sobe, levando juros finais ao máximo em 11 anos.

A banca está a aumentar os spreads do crédito à habitação. Depois da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Millennium bcp e Banco Espírito Santo (BES) terem colocado os seus valores máximos nos dois pontos percentuais e até acima, foi agora a vez de o Santander Totta e Banco BPI subirem os seus spreads.

Além da subida dos juros, com as Euribor a atingirem os valores mais altos de sempre, os portugueses contam com o aumento simultâneo da margem financeira cobrada pela banca, agravando duplamente a prestação a pagar por quem for contrair novo empréstimo à habitação.

Assim, tendo em conta as taxas Euribor a seis meses aplicadas no mês de Agosto, e com um spread máximo de 2,55 pontos - praticados pela CGD, que tem a margem máxima mais alta -, os portugueses com maior risco para a banca só vão conseguir contrair um novo empréstimo com uma taxa de 7,698%. Este é o valor mais alto desde Setembro de 1997, quando as taxas do crédito à habitação ainda eram indexadas à Lisbor (antecessora da Euribor).

O Santander Totta reviu igualmente em alta o seu valor mais alto, que passou de 1,95 para 2,35 pontos. O Banco BPI também subiu o seu spread, dos anteriores 1,7 para 1,82 pontos. Ainda assim, continua a ser o valor máximo mais baixo entre os cinco grandes bancos nacionais. Tanto o Millennium bcp como o Banco Espírito Santo (BES) já praticam spreads máximos acima dos dois pontos percentuais.

No que respeita às margens mínimas praticadas pela banca nos contratos de crédito à habitação, estas encontram-se nos 0,35 pontos percentuais, o que coloca a taxa mais baixa que se consegue negociar este mês nos 5,2 e 5,4%, respectivamente indexada à Euribor a três e a seis meses.

Tanto os spreads máximos como os mínimos aplicam-se a um baixo número de clientes.

DN em 08-08-2008
Prestação da casa mais cara

O Banco Central Europeu manteve a principal taxa de juro da Eurolândia nos 4,25 por cento ontem, dia em que a euribor a seis meses atingiu um novo máximo (5,167 por cento) desde Novembro de 2000. Significa isto que as famílias portuguesas com contratos de empréstimos para a compra de casa vão pagar prestações mensais mais caras.

O presidente da autoridade monetária europeia, embora reconheça o abrandamento económico dos países que utilizam a mesma moeda, deu a entender que a taxa de juro directora pode subir 25 pontos de base, para 4,5 por cento, no próximo mês.

Segundo Jean-Claude Trichet, ocrescimentodospreçosestá a níveis "preocupantes" no corrente ano.

Em Julho de 2008, a média da taxa de inflação dos países do euro foi de 4,1 por cento, o valor mais elevado dos últimos 16 anos.

Recorde-se que o Banco Central Europeu determina o limite de dois por cento para a subida da taxa de inflação. E Jean-Claude Trichet frisou, na conferência de imprensa após a reunião do conselho de governadores do BCE, que "a estabilidade dos preços é a missão prioritária".

Acrescentou que o BCE se mantém atento à taxa de inflação e que tomou a decisão certa ao subir de quatro para 4,25 por cento, no mês passado, a principal taxa de juro da Eurolândia.

Esta semana, reuniram-se também os responsáveis da Reserva Federal dos Estados Unidos da América e do Banco de Inglaterra, que mantiveram as taxas de juros inalteradas.

Na maior economia mundial, o custo do dinheiro é de dois por cento. No Reino Unido, apesar do risco de recessão económica, a taxa de juro de referência continua nos cinco por cento.

Correio da Manha em 08-08-2008

200 mil imóveis sem comprador

Em Portugal existem 200 mil imóveis usados que estão sobreavaliados e, por isso, não encontram comprador.

De acordo com o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária em Portugal (APEMIP), José Eduardo Macedo, estas casas não são vendidas porque os proprietários pedem preços relativamente próximos dos valores a que são vendidos os imóveis novos.

Para José Macedo, as pessoas querem vender os imóveis usados pedem valores mais elevados, porque quando contraíram empréstimo pediram crédito para mobilar a casa, ou até mesmo comprar carro, e ainda não os amortizaram.

Correio da Manha em 07-08-2008

sexta-feira, 1 de Agosto de 2008


Prestação da casa mais cara


As taxas Euribor fecharam Julho num novo máximo histórico, impulsionando as despesas com créditos à habitação


As famílias portuguesas vão continuar a sentir os efeitos da crise financeira na Zona Euro nas prestações da casa. As taxas Euribor continuam a sua escalada histórica e, no mês de Julho, voltaram a registar o valor mais alto de sempre em todos os prazos.


As taxas Euribor a seis meses - as mais utilizadas nos créditos à habitação mais antigos em Portugal - fecharam o mês de Junho nos 5,156%, fixando a média do mês nos 5,148%. Uma subida face à média de 5,088% de Junho e uma progressão vincada face aos 4,326% de Fevereiro. O que significa que, nos contratos com base em revisões semestrais, as prestações vão voltar a subir.


Em termos genéricos, um empréstimo de 150 mil euros a 40 anos, com um spread (diferencial de lucro da banca) de 0,7%, representará uma subida da prestação da ordem dos 26 euros desde o início deste ano. Isto se a revisão semestral tiver ocorrido este mês. No espaço de um ano, a prestação já está 110 euros mais cara, neste caso. Obviamente, esta simulação não é extensível a outros créditos, cujas condições podem adulterar os valores.


O cenário pode, contudo, piorar para todos os créditos. Isto porque os analistas antecipam novas acelerações da Euribor no curto prazo. E alguns admitem mesmo que a escalada chegue a 6%, embora de forma mais lenta que nos últimos dois meses. O BCE continuará a sentir a pressão da inflação para manter ou, numa situação mais grave, subir adicionalmente as taxas de juro. Por outro lado, os bancos continuam sem confiança para emprestar dinheiro entre si.


Assim, é previsível nova subida dos incumprimentos nos créditos, que nos últimos meses têm vindo a crescer, ainda que de forma ligeira, segundo as contas dos bancos.


DN em 01-08-2008

quinta-feira, 10 de Julho de 2008


Taxa fixa controla subida nos juros

A Banca está a recuperar a taxa fixa no crédito à habitação como forma de aliviar os encargos das famílias com a subida dos juros. Neste sentido a Caixa Geral de Depósitos (CGD) acaba de lançar uma oferta de taxa fixa a cinco anos com um "prémio" de 0,25 por cento sobre o indexante (euribor a seis meses).

Com esta oferta, o objectivo do banco do Estado é antecipar uma descida dos juros, permitindo que as famílias possam beneficiar já de uma prestação mais baixa. Contas feitas pela CGD, para um empréstimo de 200 mil euros a 50 anos com um spread de 0,6 por cento (prestação de 1007 euros por mês), a adopção da taxa fixa por cinco anos com "desconto" de 0,25 por cento permitiria uma poupança de 36 euros por mês.

A oferta é válida para todos os empréstimos em vigor e a mudança custa 100 euros a cada cliente.

Confrontada com a nova oferta da CGD, a concorrência está a estudar formas alternativas de aliviar o peso dos juros no orçamento das famílias reforçando a oferta em taxa fixa. O Banco Espírito Santo (BES), que foi dos primeiros a lançar a opção de taxa fixa (oferecendo no início de 2007 uma taxa de 4,05 a cinco anos), está agora a estudar uma actualização daquela oferta.
O Millennium BCP e o Santander mantêm a sua oferta de taxa fixa, com o banco de Santos Ferreira a oferecer a opção por dois, cinco, dez, vinte e trinta anos, e a instituição liderada por Nuno Amado a oferecer uma taxa a cinco anos (euribor a três e seis meses) mais spread.

CASAS VALORIZAM 3,6% EM DEZ ANOS

Os responsáveis da CGD consideram que haverá ainda um reajustamento dos preços no imobiliário, mas "menos dramático" do que no resto da Europa. O banco do Estado fundamenta esta opinião no relatório da Morgan Stanley, que compara os preços das casas em Portugal com os restantes países da União Europeia e que dá conta de uma valorização média de 3,6%.

Correio da Manha em 10-07-2008

terça-feira, 1 de Julho de 2008

Prestações da habitação sobem 25% num ano

Julho começa com nova subida nas taxas dos empréstimos à compra de casa. Para os novos contratos, os juros só se negoceiam a partir de 5%, o valor mais alto desde Novembro de 2000.

Quem já está a pagar um crédito, prepare-se para nova revisão em alta da sua prestação.
As más notícias não param para quem tem crédito à habitação. As taxas Euribor, indexantes usados no cálculo dos juros dos empréstimos, não abrandam a sua escalada e fecharam o mês de Junho aos valores máximos desde Novembro de 2000. Num ano, os portugueses pagam mais 25% de prestação pelo mesmo empréstimo.

A Euribor a seis meses, o indexante mais usado em Portugal, registou um valor médio de 5,088% no último mês, ultrapassando a barreira dos 5% depois de há já vários dias se fixar acima daquele valor (ontem fechou nos 5,130%).

Assim, no espaço de um ano, aquele indexante subiu 18,7%, subida idêntica à verificada nas outras taxas Euribor usadas no crédito à habitação. Este indexante no prazo de três meses fechou Junho com um valor médio de 4,940% e a de 12 meses nos 5,361%.

Quem há um ano fosse contrair um novo crédito, com a Euribor a seis meses nos 4,283%, alcançaria uma taxa de 4,783%, beneficiando de um spread de 0,5 pontos percentuais. No mês que hoje começa, com a Euribor a seis meses nos 5,088% e com a subida generalizada dos spreads por parte de todos os bancos, a mesma família conseguiria negociar uma margem de 1,5 pontos, o que coloca a sua taxa final nos 6,588%.

Para um empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, tal significa que a prestação passa dos 785,46 euros pagos em Julho do ano passado, para 982,80 euros actualmente, ou seja, uma subida de 197 euros, mais 25% num ano.

Se a situação pode ser assim exemplificada para os novos empréstimos, para quem já tem crédito à habitação as constantes subidas dos últimos meses vão agravar a prestação, à data da sua revisão.

A subida das Euribor resulta, assim, entre outros aspectos, do clima de expectativa vivido em torno de que o Banco Central Europeu (BCE) vai subir as suas taxas na próxima quinta-feira.

Novo cálculo sem impacto

Nem a entrada em vigor, desde ontem, da nova fórmula de cálculo dos juros irá alterar significativamente o agravamento das prestações. A mudança para a base dos 360 dias - que obriga os bancos a dividir a taxa por 360 dias, ao contrário de multiplicar primeiro por 365 dias e só depois dividir por 360 dias, como faziam anteriormente - foi sendo assimilada pelos bancos, que já se adaptaram antecipadamente.

Quando, no início do ano, o Governo anunciou estas novas regras, os bancos que ainda não as seguiam fizeram as suas adaptações e já as praticavam antes da entrada em vigor. Por outro lado e num quadro de subida dos juros, qualquer vantagem para o consumidor foi absorvida pela subida dos juros, que ditou aumentos nas prestações.

Diário de Noticias em 01-07-2008

segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Valor das casas força queda no IMI

O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e o Imposto Municipal sobre Transacções (IMT) estão a ser cobrados sem levar em conta a desvalorização das casas. Há três trimestres consecutivos que o valor dos apartamentos está a cair, de acordo com o inquérito junto da Banca, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mas o valor de referência para a cobrança do IMI já supera os 6oo euros o m2, e tem vindo sempre a ser actualizado desde 2003, altura em que o IMI substituiu a Contribuição Autárquica.

Fiscalistas, proprietários e mediadores imobiliários defendem que aqueles impostos 'têm de acompanhar a descida do valor das casas'. Só na Zona Centro, o valor das moradias caiu 7,4 por cento, enquanto os apartamentos registaram uma descida média de 1,4 por cento no último trimestre.

Os valores de 2003 do IMT foram definidos 'no pressuposto da valorização progressiva das propriedades, mas desde há dois anos que os preços se têm vindo a depreciar', sublinha António Frias Marques, da Associação Nacional de Proprietários. Nesse sentido, a associação defende 'uma revisão que ajuste estes valores à realidade'. Tal como os do IMI, que têm 'registado aumentos brutais'.

Já o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária defende a abolição do IMT. 'Trata-se de uma dupla tributação, pois no preço das casas já está incorporado o IVA', considera José Eduardo Macedo.

Por outro lado, sublinha o dirigente, 'o imposto é um factor especulador do Estado, uma vez que sempre que o imóvel é transaccionado ele paga o IMT, ou seja, em média, três a quatro vezes ao longo de 30 anos', explica.

Correio da Manhã em 26-05-2008