Prestação da casa mais cara
O Banco Central Europeu manteve a principal taxa de juro da Eurolândia nos 4,25 por cento ontem, dia em que a euribor a seis meses atingiu um novo máximo (5,167 por cento) desde Novembro de 2000. Significa isto que as famílias portuguesas com contratos de empréstimos para a compra de casa vão pagar prestações mensais mais caras.
O presidente da autoridade monetária europeia, embora reconheça o abrandamento económico dos países que utilizam a mesma moeda, deu a entender que a taxa de juro directora pode subir 25 pontos de base, para 4,5 por cento, no próximo mês.
Segundo Jean-Claude Trichet, ocrescimentodospreçosestá a níveis "preocupantes" no corrente ano.
Em Julho de 2008, a média da taxa de inflação dos países do euro foi de 4,1 por cento, o valor mais elevado dos últimos 16 anos.
Recorde-se que o Banco Central Europeu determina o limite de dois por cento para a subida da taxa de inflação. E Jean-Claude Trichet frisou, na conferência de imprensa após a reunião do conselho de governadores do BCE, que "a estabilidade dos preços é a missão prioritária".
Acrescentou que o BCE se mantém atento à taxa de inflação e que tomou a decisão certa ao subir de quatro para 4,25 por cento, no mês passado, a principal taxa de juro da Eurolândia.
Esta semana, reuniram-se também os responsáveis da Reserva Federal dos Estados Unidos da América e do Banco de Inglaterra, que mantiveram as taxas de juros inalteradas.
Na maior economia mundial, o custo do dinheiro é de dois por cento. No Reino Unido, apesar do risco de recessão económica, a taxa de juro de referência continua nos cinco por cento.
Correio da Manha em 08-08-2008
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