sexta-feira, 8 de agosto de 2008

'Spreads' em alta agravam prestações

A banca aperta o acesso ao crédito à habitação. O risco aumenta e a margem a aplicar sobre a Euribor sobe, levando juros finais ao máximo em 11 anos.

A banca está a aumentar os spreads do crédito à habitação. Depois da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Millennium bcp e Banco Espírito Santo (BES) terem colocado os seus valores máximos nos dois pontos percentuais e até acima, foi agora a vez de o Santander Totta e Banco BPI subirem os seus spreads.

Além da subida dos juros, com as Euribor a atingirem os valores mais altos de sempre, os portugueses contam com o aumento simultâneo da margem financeira cobrada pela banca, agravando duplamente a prestação a pagar por quem for contrair novo empréstimo à habitação.

Assim, tendo em conta as taxas Euribor a seis meses aplicadas no mês de Agosto, e com um spread máximo de 2,55 pontos - praticados pela CGD, que tem a margem máxima mais alta -, os portugueses com maior risco para a banca só vão conseguir contrair um novo empréstimo com uma taxa de 7,698%. Este é o valor mais alto desde Setembro de 1997, quando as taxas do crédito à habitação ainda eram indexadas à Lisbor (antecessora da Euribor).

O Santander Totta reviu igualmente em alta o seu valor mais alto, que passou de 1,95 para 2,35 pontos. O Banco BPI também subiu o seu spread, dos anteriores 1,7 para 1,82 pontos. Ainda assim, continua a ser o valor máximo mais baixo entre os cinco grandes bancos nacionais. Tanto o Millennium bcp como o Banco Espírito Santo (BES) já praticam spreads máximos acima dos dois pontos percentuais.

No que respeita às margens mínimas praticadas pela banca nos contratos de crédito à habitação, estas encontram-se nos 0,35 pontos percentuais, o que coloca a taxa mais baixa que se consegue negociar este mês nos 5,2 e 5,4%, respectivamente indexada à Euribor a três e a seis meses.

Tanto os spreads máximos como os mínimos aplicam-se a um baixo número de clientes.

DN em 08-08-2008

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